Viajantes Interplanetários

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

JORNAL DE MARTE



Caju e Castanha



            Eu poderia muito bem me promover por aqui, falando que meus livros são isso, são aquilo e blá! blá! bla! Mas deixando o narcisismo de lado venho tratar de um assunto sério: Arremessos de um dado viciado, o novíssimo livro do jovem escritor pernambucano Fred Caju.
            Tenho bradado aos quatro ventos que essa, com certeza, dada sua apreciação e maturação devida, será, sem sombra de dúvidas, uma das maiores obras da poesia brasileira do século XXI.
            Com o empenho de um operário das palavras Fred Caju trouxe à tona essa obra visceral, e ao mesmo tempo hermética, na qual sorte ou azar velará pelo destino do leitor. São sessenta poemas (porquê não lances?) das diversas facetas literárias do autor postas em jogo.
            Menção Honrosa no Primeiro Prêmio Pernambuco de Literatura (CEPE/FUNDARPE), concorrendo com nomes já consagrados das letras no estado, o livro já chegou anunciando em alto e bom som ao que veio.

É palavra
que jogo
na vala.

                É um tiro
                no escuro
                sem arma.
                
É o sopro
de vida
que mata.

                É um lance
                de dados
                ao nada.

            Mas se ainda não fosse bom toda essa atmosfera de renovação que a poesia e sobretudo a literatura pernambucana tupiniquim vem sofrendo, com obras como essa, tão exaltada por mim nos últimos tempos, traz também em seu bojo, o jovem poeta, a digníssima e bem matura (pois figurou na rede via blog há algum tempo) a Castanha Mecânica, projeto tão importante quanto o autor e sua obra.
O projeto que tem o intuito, a meu ver, de corromper o jargão editorial que visa apenas lucros em detrimento dos autores. Por que não bastaria ao ilustríssimo jovem autor escrever um best seller se esse não pudesse ser lido por todos mediante o exorbitante peso do seu valor no mercado capitalista sanguessuga nacional.


Revolução é isso aí: não desvalorizar o trabalhador intelectual, mas também não menosprezar aquele que tem sede de saber e pouca grana no bolso como esse que vos fala. A preços populares a prateleira do projeto começa a ficar cada vez mais nutritiva graças a esse Caju e sua castanha. Tenho dito.

3 comentários:

  1. Limerique

    Fred Caju velho ilustre aedo
    Carbonário desde muito cedo
    Seu mote, subversão
    A todo sim diz não
    Ao establishment mete medo.

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  2. Limerique

    Dizem, Caju uma figura estranha
    Que se envolve em muita patranha
    Menestrel do diabo
    Com tridente e rabo
    E anda por aí assando castanha.

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