Viajantes Interplanetários

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sábado, 26 de outubro de 2013

OLHAR DE UM VELHO NISSEI

Depois de uma temporada afastado por motivos de saúde eis que volto ao solo marciano divulgando mais uma vez meu vagar por aí:
Depois de um belo tempo sem ver meu, digamos, mais jovem amigo Fred Caju, que na ocasião me convidou para fazer um livro em seu projeto... Pois é! Muitas folhas rolaram em três anos e nosso papo no Bar Central em noite mui charmosa de agosto (2013) foi sobre a 2ª fase do projeto Castanha Mecânica.

De onde surgiu essa ideia de editorar livros virtuais?
Surgiu mesmo para não encher o saco de ninguém. Ou melhor, encher o mínimo possível. Começou com a minha própria produção. Nunca fui de mostrar poemas aos poucos porque nunca fui de escrever poemas soltos. Fiz isso durante três anos, depois comecei a me preocupar com alguma unidade dentro do que eu fazia. Aí quando tinha, sei lá, quinze poemas pra mostrar soltava num arquivo só. Como sou chato com a estética do poema na folha em branco passei a ter mais cuidados, aos poucos aquilo vinha se tornando e-book que eu mandava pra minha lista de e-mail. Depois vieram os blogs e tal.

Saudoso Caju quais suas pretensões com essa mudança de foco econômico na fase nova da Castanha Mecânica?
Não tenho a mínima pretensão de transformar o projeto em mais um concorrente de mercado para ninguém. Só não dá mais para fechar os olhos para a demanda que existe de novos autores e leitores do livro virtual. O Castanha Mecânica é uma alternativa ao mercado editorial, não a solução desse embróglio misterioso. Acredito que baixar a cabeça ao Estabelecido ainda é a melhor alternativa para colher frutos. Mas procuro ficar com meus olhos erguidos, o projeto busca justamente autores com essa proximidade ideológica.
Qual a diferença da Castanha Mecânica para outros projetos, editoras e afins que já estão no ar, sobretudo aquela americana que anda devorando o mercado tal qual um Godizila?
Por mais romântico que isso se pareça, eu acredito nos autores que trabalho ou pretendo trabalhar. Não exijo exclusividade de nenhum, quer fazer o livro conosco, ótimo. Quer vender por conta própria, tudo bem. Colocar numa prateleira concorrente, vá em frente. Sempre continuaremos acreditando na livre-iniciativa dos autores e na divulgação da poesia. Monetarizar o projeto, em absoluto, não quer dizer que o foco foi perdido. A ideia de preço e valor continua presente. E sim, daremos preço ao que valorizamos. Por que não?

Que tipos de livros vossa senhoria irá editorar? Poesia? Romances?...
Sempre terei um carinho especial à poesia. Quero que aquela castanha envolta numa engrenagem sempre seja associada a poemas. O time dos autores que convidarei não são apenas poetas, porém. Literatura será o carro-chefe, mas não anularei a possibilidade de trabalhar com outros gêneros. 

Esse projeto conta com toda uma equipe, ou, por enquanto é você que está labutando solitário?
Eu nunca estive sozinho, na verdade. Nunca mesmo. Sempre trabalhei com várias mãos. Apesar de sempre ter gostado de fazer as coisas da capa ao ponto final do livro. O projeto cresceu e naturalmente terá gente qualificada pra trabalhar comigo. Uma das novidades é que prestaremos vários serviços em relação ao livro virtual. Assim como nos livros, procuraremos trabalhar com preços abaixo do burocratizado mercado editorial. É muito mais a busca por parcerias que uma relação capitalista "pague e leve".

Esse projeto continuará no endereço virtual antigo ou a loja ganhou um site?
Estaremos de casa nova, sim. No endereço: http://www.castanhamecanica.com.br/. Lá tem tudo e mais um pouco.

Gostaria que você findasse essa nossa conversa amistosa repassando para os jovens leitores e escritores como se faz possível editar com a Castanha sonhos em verso e prosa?
É só entrar em contato através do site e lá tem as instruções para envio de originais. Passado pelo Conselho o contato será imediato.

 PS: Não fotografamos o momento por que Fred Caju realmente não curte fotos; ainda estamos esperando a moça do Mercado de São José nos enviar a foto antiga.
  
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